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Viviane e Leonardo, Como deixaram pra trás uma vida segura, para ser feliz na Praia – Conheça essa Incrível História que pode inspirar Você!

12 de abril de 2018


Me chamo Viviane, tenho 31 anos, sou de Porto Alegre, moro desde 2015 em Garopaba/SC, tenho um relacionamento com o Leonardo há 8 anos, fui Gestora de RH e atualmente sou sócia da BOHO Comunicação junto com o Leo.

Quem eu era:

Sempre fui uma pessoa muito focada no trabalho, workaholic mesmo.

Priorizava sempre as minhas obrigações: com a família, com os compromissos, com o trabalho.

E sempre acreditei que essa era a forma correta de se viver, que isso era ser responsável.

Era uma pessoa ambiciosa, mas sempre pautada em valores morais e éticos bem elevados, o que me fazia trabalhar ainda mais para conquistar as coisas que eu queria como mérito por tudo que eu fazia.

Fui gestora de RH de uma empresa de TI onde tinha como objetivos ganhar diversos prêmios. E todos estes reconhecimentos vieram: Great Place to Work (Melhores empresas para trabalhar), Top Ser Humano ABRH e Prêmio da Qualidade PGQP.

E eu era feliz, acreditava que estava fazendo tudo certo e que seria “alguém na vida”.

Ficava horas no trânsito dirigindo meu carro no final do dia, fazia compras, trocava de casa, tirava alguns dias de férias no ano e achava que tudo estava bem, pois eu estava conquistando (coisas).

A identificação:

Eu estava no meu auge profissionalmente quando conheci o Eneagrama, mas a minha vida pessoal, em especial o meu casamento, estava com os dias contados.

E buscando respostas para os problemas que eu enxergava nas pessoas (como RH), eu fiquei diante de mim mesma.

Para a minha surpresa havia outras formas de ver a vida, de ser feliz, de conquistar, de “chegar lá” e elas pareciam bem melhores e mais factíveis que a minha.

E percebi que o que eu exigia das pessoas (pessoalmente e profissionalmente) era impossível e que eles não seriam felizes sendo da forma que eu achava correta.

A partir da identificação do Leo nosso casamento mudou. Para minha surpresa o perfil dele, que tanto me afrontava, era exatamente o lado da vida que eu não enxergava.

A liberdade:

O processo foi longo, de muito estudo, às vezes bem doloroso, mas muito rico. Parece clichê, mas passei a ver tudo com outros olhos. Nunca fui uma pessoa fácil de lidar e pude identificar todas as vezes que o meu perfil atrapalhou o meu relacionamento com as pessoas.

Até me dar conta que eu vivia um papel e não uma vida. A Viviane que havia dentro de mim era mais humana, menos ambiciosa, mais conectada com a vida, menos acelerada, menos preocupada com o que os outros pensavam a respeito dela.

Gostei dessa Viviane e deixei que ela fosse a protagonista. E a sensação foi de LIBERDADE.

A mudança:

Finalmente conectada comigo, pude avaliar que na minha vida tinham muitas coisas das quais eu não precisava para ser feliz de verdade: carreira, diplomas, dinheiro, roupas, compras, casa, carro novo.

Então o Leo e eu começamos um ano sabático em Porto Alegre, um ano sem comprar, sem gastar com restaurantes, um ano em que eu tive a oportunidade de trabalhar com o que eu gostava por metade do meu salário, montei brechó e vendi praticamente todas as minhas roupas, sapatos e bolsas. E ao final desse ano nós percebemos mais um clichê: nós precisamos de pouco para ser feliz.

E algumas coisas começaram a nos fazer falta: tempo livre, segurança, natureza. Então resolvemos vender o apartamento e nos mudar (definitivamente e sem testar) para Garopaba, em SC.

Havíamos passado umas férias lá e sentimos uma energia muito boa. Em menos de 6 meses Leo pediu exoneração do Estado, me desliguei da empresa, vendemos o apartamento.

Fomos!

Sem trabalho, sem perspectiva, numa casa alugada, sem conhecer ninguém na cidade. Simplesmente fomos e deixamos as coisas conspirarem a nosso favor.

A adaptação:

E as pessoas me perguntam, mas você não sente falta? Sinto, sinto falta dos amigos, às vezes do agito, do shopping ou daquela sensação de sucesso que eu sentia quando um projeto dava certo.

Mas quando eu lembro que para isso eu precisaria estar trabalhando de segunda à sexta-feira das 08h às 18h, 2h de trânsito por dia, com 1h de intervalo para o almoço, 30 dias de férias por ano, num lugar cheio de grades e equipamentos de segurança para ganhar dinheiro para comprar coisas das quais eu não preciso.

Não.

Isso não é mais para mim. Sempre tive orgulho de quem eu era, mas nem se compara com o que eu sinto hoje.

Posso afirmar que o autoconhecimento através do Eneagrama salvou meu casamento e mais: SALVOU A MINHA VIDA.

Depois de alguns meses, quando literalmente nosso dinheiro acabou, chegou a hora de decidir o que iríamos fazer para nos mantermos aqui.

Juntamos as nossas habilidades como casal e aquilo que gostávamos de fazer e criamos uma empresa de Comunicação, a BOHO.

Como estou:

O termo boho (bôrro) é uma mistura de vários estilos: hippie, étnico, romântico, country e vintage.

É um estilo de vida alternativo, criativo, otimista, espiritualizado, que valoriza a liberdade e a vida em harmonia com a natureza.

É o lifestyle de quem escolheu Garopaba como morada. É o nosso estilo de vida.

Nos tornamos veganos, temos 3 vira-latas, construímos uma casa simples em meio ao verde, vamos sempre à praia, convivemos 24 por dia juntos e trabalhamos muito pois a BOHO só cresce.

E hoje vivemos com mais do que tínhamos em Porto Alegre.

Recado da Potenti:

Se você também amou essa história, fique atento que em breve vamos publicar a Versão do Leonardo (esposo da Viviane) sobre a mesma revolução!

Vale dizer que a empresa que a Viviane trabalhou nessa transição foi a Potentiallis, onde foi responsável pelo nosso atual Plano de Carreira, pela organização dos Processos e Qualidade. 

Temos maravilhas para falar dessa pessoa extraordinária!

Foi um ano de muito amor envolvido!

Nos orgulhamos de ter feito parte desta  l i n d a  história!

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